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Malásia

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Depois de um bom tempo na Tailândia, decidimos seguir viagem rumo ao sul. A Malásia seria o nosso próximo país. Sem muita expectativas, viemos visitar esse país pois seria um ponto de saída mais em conta para irmos para a Indonésia e também para modificar um pouco a paisagem. Digamos que os meses na Tailândia nos cansaram um pouco. Pois é, até a Tailândia pode ser cansativa.

Chegando na Malásia pela Tailândia (de ônibus)
Nessa viagem a nossa opção de voar é somente para casos onde não exista a possibilidade de ir usando algum transporte terrestre. Saímos da cidade de Hat Yai (na Tailândia), uma cidade que não tem muito o que fazer. Fomos até ela pois sabíamos que a partir dali poderíamos comprar uma passagem de ônibus até a fronteira com a Malásia. A viagem de ônibus é bem tranquila, como toda viagem de ônibus na Tailândia. Fomos até a fronteira, e de lá cruzamos a pé para o lado da Malásia, a “cidade” de Bukit Kayu Hitam. Essa fronteira é bastante utilizada por gringos como nós que querem sair da Tailândia para renovar o visto de turista. Muita gente faz esse trajeto, sai de Hat Yai, vai até a Malásia, passa um tempo e volta por essa mesma fronteira. O pessoal de ambos os lados já estão bem espertos nesse processo e pode acontecer de pessoas terem o visto de turista negado quando querem voltar para a Tailândia. Nós só queríamos sair. Aqui estávamos com o nosso passaporte bem cheio e com planos de visitar a Indonésia (precisa de meia página para visto), EUA (carimbo de meia página) e Canadá (uma página inteira) Estávamos pedindo para os agentes das fronteiras carimbarem até onde não tinha mais espaço. O meu passaporte estava começando a ficar cheio. Do lado da Tailândia conseguimos negociar o carimbo, o problema foi quando fomos negociar com o lado da Malásia. Quase tivemos problemas. Para garantir que não pudéssemos visitar esses 3 países que mencionei, juntei as últimas 2 páginas do meu passaporte com um grampo (queria era forçar aos agentes das fronteiras a carimbarem onde tivesse espaço disponível). Quem viaja sabe que esses agentes não estão muito aí para onde carimbar. Bom, quando fomos negociar, o agente acabou descobrindo a minha maracutaia e me deu uma bronca daquelas. Imploramos para ele, dissemos qual eram os planos e o porquê de estarmos fazendo aquilo. Ele foi compreensivo e carimbou onde queríamos (ufa). Já estávamos na Malásia, agora era hora de chegar até a cidade Kedah (que fica a uns 50 km da fronteira). Certamente deve ter opções de ônibus que saem de Hat Yai e te deixam em Kendah ou até mesmo Penang (George Town), mas acredite, essa opção é bem mais cara do que a que fizemos. Na fronteira, decidimos pedir carona até Kedah. Deu certo, após alguns minutos, uma família nos levou até Kedah. E de lá pegamos um ônibus até o porto que leva até Penang, a ilha queridinha da Malásia.

Penang
A Malásia, depois da Indonésia, é uma das maiores comunidades de muçulmanos depois da região do Oriente Médio. Por ser a religião predominante, voltamos a ouvir o chamado das mesquitas para as rezas depois de um bom tempo ouvindo mantras e namastê. Agora cumprimentávamos com “Sala Malecum”. Descemos do ônibus e era exatamente no mesmo lugar para pegar o ferry para a ilha de Penang. Pegamos o ferry e em pouco tempo já estávamos na ilha. Na chegada, já vimos que a ilha tem a sua área mochileira (George Town) e foi para lá que fomos buscar uma acomodação. Pegamos um ônibus no terminal central que fica bem na frente da saída do terminal de ferry. Os ônibus são bem bons, até tem ar-condicionado. O calor na Malásia em janeiro é grande e a húmidade também. Eu não sou de suar muito, mas era impossível tamanha a humidade. Chegamos na zona mochileira e batemos em alguns hotéis e hostels. Os preços estavam um pouco acima do nosso orçamento, porém conseguimos um hotel mais em conta na “little índia”, uma parte dessa ilha que você encontra muito indiano morando, restaurantes indianos, lojas com produtos indianos e até uma locadora para alugar filmes de bollywood. Voltamos no tempo em nossa viagem. Penang é uma ilha que basicamente tem Stone Town como a principal parte para ser visitada. Nessa região onde tudo acontece. Ali tem uma feira de rua que íamos todos os fim do dia buscar nossa janta. A comida de rua continua muito boa. Aqui na Malásia eles são mais da sopa e do noodles. Era até estranho ter que pedir um noodle no meio de uma água quente com aquele calorzão rolando solto, mesmo a noite. Em um dia resolvemos conhecer o outro lado da ilha, pegamos um transporte público e fomos visitar as praias do norte, perto do Parque Nacional de Penang. As praias estavam vazias e o tempo estava bem instável, no meio do caminho pegamos até chuva de verão. Ficamos na praia de Batu Ferringhi, passamos o dia lá. A praia não tem nada de especial, porém era calma. Tivemos um azar ou sorte, depende da ótica, estávamos deitados tomando um sol e de repente sentimos que algo bateu em nós. Olhamos para os lados, não tinha ninguém. Olhamos para cima e percebemos o que aconteceu. Um corvo tinha VOMITADO em nós. Infelizmente, a grande maioria da comida vomitada da nossa amiguinha caiu sobre a Dani. E fedia, viu! Bom, depois da gorfada da gaivota, decidimos voltar. Fomos jantar na feirinha noturna. No dia seguinte decidimos ir fazer um passeio que é bem interessante: buscar os grafites do artista Ernest Zacharevic. Existem vários grafites espalhados por George Town. Dá para perder um dia inteiro, se quiser. Nós saímos cedo para não pegar muito o sol do meio dia que está castigando. Foi legal, seguimos um mapa com os possíveis locais e fomos fazendo uma caça aos grafites. Em um fim de tarde, paramos em um restaurante para refrescar e vimos uma sobremesa bem exótica (chamada de nyonya cendol) uma espécie de raspadinha de gelo, com sorvete de creme, melancia, milho, gelatina e feijão (isso mesmo, feijão). É uma experiência gastronômica interessante. Eu curti. Decidimos sair de Penang e ir para a a capital Kuala Lumpur. Pegamos o mesmo ferry de volta ao continente e de lá pegamos um ônibus até Kuala Lumpur.

Kuala Lumpur
Chegamos em Kuala Lumpur no fim do dia. Pegamos um congestionamento que acabou atrasando bastante a nossa chegada na cidade. Já na rodoviária, decidimos pegar o trem que levava até o centro da cidade. O transporte funciona super bem. Descemos na estação central e fomos procurar nossa acomodação. Novamente, decidimos ir para a uma zona com várias opções de hotéis em conta. Os preços vs o que ofereciam não estava muito bom, porém decidimos ficar em um hotel só para passar essa primeira noite. Como iríamos ficar um bom tempo na cidade decidimos nos mudar para uma hotel que achamos com um custo benefício melhor. Esse novo hotel era bem central e tinha ar-condicionado (hahahaha, é um ponto bem importante em um verão na Malásia). Ficamos nesse hotel por uma semana, o tempo total que ficamos na cidade. Nesse ponto da viagem já estávamos um pouco cansados. A Dani estava mais. O calor judiava e nossa rotina em KL era: acordar, comprar nosso café da manhã numa AM/PM que tinha embaixo do hotel, caminhar até algum lugar para ver alguma atração e voltar perto do meio-dia para o hotel e lá ficar até o Sol cair. Camelar pela cidade (o cinza e o cimento ajudam a piorar o calor) era algo bem desconfortável. E essa foi nossa rotina. Em um dia decidimos ver as famosas Petronas Tower, uma dupla de torres enormes no centro de KL. A arquitetura das torres impressiona, mas é só também. Não estávamos afim de investir no ingresso para conhecer por dentro. Não é o tipo de lugar que gostamos de investir nosso dindin. O calor estava tanto nesse dia que a Dani até aproveitou a fonte de agua que tem bem na frente das torres para dar uma refrescada (hahaha). Em outro dia, saímos do hotel e ficamos passeando pela região e bem perto tem uma espécie de China Town com uma feira e um monte de restaurantes. Matamos tempo em KL. Não fomos na Batu Cave e não visitamos outras regiões do país. Queríamos mover, queríamos ir para a Indonésia.


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Postado por Leonardo Joucowski

Um cara do bem, que se esforça para escrever algo legal. Casado com a Dani e em estado de inquietude eterna.

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