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Laos

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O Laos seria o nosso 5o país do Sudeste Asiático. Em conversa com outros viajantes, alguns já tinham nos alertados que o Laos era um dos que teríamos uma estrutura não tão desenvolvida assim. A Tailândia deixa qualquer viajante “mimado” e sair da Tailândia pode exigir um pouco de esforço para voltar a estrada. Conhecer o Laos foi uma opção que optamos por uma questão de logística mesmo, já estaríamos perto do país e porque não conhecer mais esse país? Já tínhamos lido que a parte norte do país é onde ficam os viajantes, e lá fomos nós. Visitamos as cidades de Luang Prabang e Vang Vieng.

Luang Prabang
Saímos do norte da Tailândia, nos despedimos da irmã da Dani, a Jamile, ela seguiu rumo ao sul da Tailândia e nós fomos em direção a Chiang Rai. Só iríamos passar pela cidade por uma noite para poder comprar outro ticket para ir a cidade mais próxima da fronteira com o Laos. Sabíamos que Chiang Rai tem o famoso White Temple, mas já estávamos meio saturados de templos (a Tailândia faz isso também). Compramos um bilhete para a cidade de Chiang Khong. Na cidade, chegamos no fim da tarde e já procuramos um hotel para ficarmos. Antes passamos em uma papelaria e providenciamos algumas fotos 3×4 para a nossa entrada no Laos. A cidade é bem pequena e fica as margens do Rio Mekong (que nasce na fronteira com o Myanmar e China e desce até o Vietnã), é um longo rio. Já havíamos nos informados que poderíamos cruzar a fronteira a pé e decidimos pegar um ônibus na rodoviária local que nos levaria até a estrada que daria acesso ao Laos. Vimos também que na cidade que existia uma possibilidade (bem mais cara) de pegar um ônibus em Chiang Khong e esse mesmo ônibus te deixaria em Luang Prabang. Seriam uns 2 km caminhando, porém bem quando iríamos começar a caminhar, passou uma van que parou e nos deu uma carona. Subimos nas costas da van, já que dentro dela já estava cheia de turistas, e assim fomos até a fronteira. Agora seria aquela longa fila para entregar os papéis preenchidos com a foto 3×4 e o dinheiro para pagar pelo visto. Feito todo o processo (que demorou uma bela hora para nós), saímos da Tailândia e estávamos no Laos. Na saída da imigração decidimos pegar uma carona até a cidade mais próxima que já tínhamos visto que teria uma rodoviária. Dito e feito, abordei um senhor que tinha acabado de deixar seus familiares na fronteira e tinha uma caçamba vazia para nos levar. Expliquei que seria uma viagem curta até a próxima cidade e ele aceitou numa boa. E lá fomos nós, em cima da caçamba. Chegamos no meio dia no Laos e já vimos que o ônibus que queríamos só sairia perto das 17:30. Bom, quer economizar, jogue o tempo a seu favor. E lá ficamos nós e os locais, esperando na rodoviária o tempo passar. Aqui no Laos eles pelo visto gostam de novela (muito engraçado), é tipo no Brasil mesmo, uma febre. Embarcamos para Luang Prabang, e te falar que foi uma das viagens mais chatas de todas. Primeiro que o espaço do banco é menor (a estatura das pessoas asiáticas é menor que a nossa), e seria uma viagem noturna, ou seja, teoricamente daria para dormir, teoricamente. Pensa numa viagem do djanho. Além do pouco espaço, as 10 horas em estradas sinuosas (o que já seria complicado), a trupe que iria conduzir gostava de uma farra (sim, eles botaram o som no talo, cantavam como se estivessem em um karaoke e ainda, nas paradas, davam aquela “calibrada” em alguma bebida alcóolica), é vai vendo. Viagem do inferno, não dormi nada e chegamos em Luang Prabang umas 5 da matina, um baita frio e ainda teríamos que procurar um lugar para ficar nos próximos dias. A cidade é a mais turística do Laos por dois aspectos, a procissão (Ronda das Almas) do amanhecer onde os monges passam recolhendo comida oferecida pelos locais e turistas e as águas claras Kuang Si Falls. Pudemos ver essa cerimônia logo que chegamos na cidade. Estávamos muitos cansados e demoramos para conseguir uma habitação para os próximos dias. Estava tudo lotado e muitos lugares caros (já haviam nos alertados que a cidade é sempre assim). Em um dia, fomos visitar as águas da Kuang Si Falls, saímos no fim do dia e fomos da maneira mais barata (pegamos uma van que sai da cidade e vai até o complexo). Chegamos lá e fomos fazer algumas fotos, mas o lugar é abarrotado de turista que fica bem difícil até mesmo para dar um mergulho ali. Pode ser o horário que fomos também. A Dani deu um mergulho, eu fiquei de boa. Ali conhecemos dois brasileiros (Pedro e o João, cariocas que estavam fazendo uma viagem de 6 meses pela Ásia). Eles foram muito gente boa, trocamos várias informações de lugares que eles já tinham passado. Em outro dia, fizemos um passeio pelas margens do rio Mekong pela própria cidade. Fim da nossa passagem por Luang Prabang.

Vang Vieng
Nosso próximo destino no Laos, seria Vang Vieng, uma cidade um pouco abaixo de Luang Prabang. Pelo fato de que Van Vieng é uma pequena cidade, cuja a principal atração é você alugar uma boia e descer o rio e ir parando em todos os bar para tomar uma cerveja, ficar bêbado e alguns até se afogarem (normalmente australianos, não estou mentindo da uma busca no Google) e o pessoal que gosta de escalar, Vang Vieng é uma cidade como qualquer outra. Nós já não estávamos curtindo muito o Laos (confesso, pode ser que estamos ficando seletivos ou velhos para esse tipo de turismo). O fato é que não fizemos nada na cidade a não ser descansar um pouco e reencontrar o João e o Pedro (os cariocas de Luang Prabang) o que foi legal. Encontramos ele por acaso na frente do hostel que eles estavam ficando. E lá ficamos uma noite, jogando sinuca, batendo papo e dando risada dos gringos adolescentes tomando whisky ruim fornecido pelo próprio hostel. Pensa na bagunça que ficou, isso que era só um esquenta! Bom, aproveitamos para programar nossa volta a Tailândia, agora iríamos ir em direção as praias do sul. Ficamos com a dica de conhecer Ton Sai, o Pedro e o João comentaram que essa praia é bem localizada, fica do lado da tão famosa Railay Beach e bem mais em conta do que a irmã rica.

Bom, o Laos não foi aquele país que brilhou nos nossos olhos. Pode ser por uma série de fatores, mas era hora de seguir, chegou a nossa hora de voltar para a Tailândia e ir rumo as praias do sul da Tailândia.

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Postado por Leonardo Joucowski

Um cara do bem, que se esforça para escrever algo legal. Casado com a Dani e em estado de inquietude eterna.

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