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Camboja

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Continuamos a nossa viagem com o Silvião e a Estelinha. Depois de nossa passagem por Bangkok, nosso próximo destino seria o Camboja. O Camboja esteve em nossos planos desde o começo da lista de países que gostaríamos de visitar. O que mais nos atraiu foram os lindos templos de Angkor que tanto viámos pelos documentários e fotos. Por ser um país pequeno, seriam poucos dias dedicados a essa simpática pátria.

Chegando no Camboja pela Tailândia (de ônibus)
Se você vai para o Camboja saindo de Bangkok existem várias opções de transportes. A mais comum e o que grande maioria dos turistas fazem é pegar um avião saindo da capital Tailandesa e ir direto para a cidade de Siem Reap. Se você não está com tempo e quer tirar esse país da sua lista o mais rápido possível, faça isso. Agora se você tem tempo e não muito dinheiro, faça como os meros mochileiros mortais, vá de ônibus. Ir de ônibus também tem duas opções: uma fácil e mais cara e uma trabalhosa e mais barata, adivinha qual fizemos? =). Li na internet que era possível ir para o Camboja sem ter que contratar um ônibus que pegava os passageiros (grande maioria hospedada na região da Kao Son Road) e deixaria direto na cidade de Siem Reap, a opção mais cara. Deu um pouco mais de trabalho, mas no final das contas, deu certo. Em Bangkok fui até a estação rodoviária de (Mo Chit), cheguei até ela pelo metro (Linha Azul – desci na estação Chatuchak Park , bem onde fica a famosa feirinha de comidas). Lá comprei as passagens que sairiam de Bangkok e nos deixariam na cidade fronteira de (Aranyaprathet). Chegando nessa cidade, fizemos a imigração (claro que os polícias na fronteira tentaram colocar uma taxa por retirar o visto na fronteira), mas como eu já tinha me informado bem, disse que essa taxa não existia e não pagamos (vai vendo o que dá ter preguiça de buscar informação). Na fronteira, já em solo Cambojano, pegamos o ônibus local (sem custo) até a rodoviária da cidade mais próxima e de lá pegamos o último ônibus do dia, já eram quase 18:00. Já no ônibus, que depois descobri que seria o mesmo ônibus que iríamos pegar caso optássemos pela opção mais cara, levamos mais 3 horas para chegar até Siem Reap. Chegamos já era noite e pegamos um tuk-tuk para nos levar até o hotel que tínhamos feito um reserva. A cidade é bem concorrida, por isso optamos por fazer reserva. O hotel era bem localizado, dava para acessar a região central da cidade a pé.

Siem Reap
A mudança de país, especialmente quando você sai da Tailândia é grande. Por ser uma referência na região e ter uma economia mais desenvolvida, a Tailândia torna-se um hub para praticamente todos os mochileiros que fazem os países do Sudeste Asiático. A estrutura do Camboja mostrou-se bem diferente do seu vizinho. Já percebemos que estávamos em um país mais pobre. Um pouco mais de caos no trânsito. A grande maioria do transporte feita pelos tuk-tuks que são diferentes da Tailândia. Os tuk-tuks aqui são menos acabados que na Tailândia. Parece uma carroça puxada com uma moto (tipo essas de motoboy), é engraçado ver a cena. Como chegamos no fim do dia, esticamos um pouco e acordamos mais tarde. Decidimos ir tomar um café da manhã na rua e fomos para a região central da cidade. Os cafés/ restaurantes ainda estavam abrindo então tivemos que esperar um pouco. Visitamos o mercado central da cidade, eles vendiam fruta, peixe e roupas. Aproveitamos para conhecer as redondezas do mercado também. Decidimos almoçar e encontramos um restaurante muito bom e barato, adotamos ele, e fomos quase todos os dias. Não iríamos ficar muito tempo em Siem Reap, até mesmo porque os templos são a principal atração e só. Já era tarde e decidimos ir até os templos no fim do dia para pegar o pôr-do-Sol. Tem uma dica muito boa: se você vai visitar o complexo de Angkor e os outros templos com o ticket de um dia, você pode comprar o ticket na tarde do dia anterior e ele fica valendo até a tarde do outro dia. Então, foi o que fizemos. Pegamos um tuk-tuk, esperamos na fila e fomos no topo de um morro para ver o lindo cair do Sol. Foi muito bonito mesmo. Fiz algumas fotos. Claro, que tivemos que esperar numa fila para subir no morro com a vista privilegiada, mas deu certo no final. Voltamos para a cidade, jantamos (no mesmo restaurante) e fomos descansar. O calor está bem pesado. No hotel, o Silvião e a Estelinha pegaram um quarto com ar-condicionado, nós não tivemos esse privilégio (rs). Como percebemos que o café da manhã na rua seria algo caro para o nosso orçamento, decidimos comprar as coisas do café da manhã e fazer no quarto do hotel. Foi a melhor idéia. Acordamos cedo, tomamos o nosso café da manhã e fomos para o complexo de Angkor para um dia inteiro dedicado aos templos. O complexo é muito impressionante. Visitamos os principais templos do complexo de Angkor. Começamos com o mais famoso de todos, o Angkor Wat. Um belíssimo templo, rodeado por um lago, que no amanhecer ou no entardecer, reflete a sua fachada nas águas do lago e mostrar uma bela foto do templo. Além dessa parte externa, a parte interna também surpreende. Com várias partes internas para visitar, é possível até se perder nos corredores. As paredes do templo são talhadas e contam histórias do povo Khmers. É de um detalhe de brilhar nos olhos. Continuamos o nosso passeio (contratamos um tuk-tuk para ficar conosco o dia todo, se fosse por nós (eu e Dani), certamente iríamos de bicicleta, mas pela Estelinha, optamos por ir de tuk-tuk). Nosso próximo templo foi o Ta Phrom, um pouco menor que o Angkor Wat, mas também com a sua beleza. Aqui o detalhe que brilha nos olhos são as imensas árvores que cresceram sob os templos e a composição construção vs natureza é absurda. O recado está dado. A Natureza sempre vencerá. Seguimos a nossa visita. Pausa para o almoço. Escolhemos um templo não tão famoso para descansar. Aproveitamos que tinha menos gente e sombra. Ficamos um tempinho lá. O calor estava absurdo. Continuamos nosso roteiro e agora fomos visitar o templo de Bayon, no qual a principal característica são as várias faces de Budha. Aqui o detalhe e o tamanho das esculturas impressiona demais. É muito bonito e até hipnótico ficar olhando para essas faces. Seguimos nosso dia nos templos de Angkor e agora já estávamos chegando ao final do dia. Pedi para o nosso motorista me deixar no templo de Angkor Wat novamente pois queria tirar uma foto com o pôr-do-sol. Meu, que lugar. Vale muito a pena visitar esses templos! Fim do dia, voltamos para a cidade de Siem Reap e fomos jantar. Na volta descobrimos que o controle do ar-condicionado do quarto dos meus pais funcionava no ar-condicionado do nosso quarto (HA), foi uma noite agradável, eu diria =). No dia seguinte já agilizamos a passagem de ônibus para a região do litoral sul do Camboja (pulamos a capital, Phnom Penh). Compramos as passagens em uma agência no centrinho. Nosso ônibus sairia a noite. Para nossa surpresa, quando o pessoal da agência comentava que seria um ônibus leito, não pensamos que seria tão literal, tínhamos camas de verdade (hahaha), para mim não foi uma viagem boa.

Sihanoukville
Chegamos cedo em Sihanoukville, e na estação de ônibus já descemos e agilizamos um tuk-tuk. Estava bem quente já e nem eram 9 da manhã. Negociamos um valor com o motorista e indicamos para ele o nome do nosso hotel. O nosso amigo não falava muito inglês, sabia algumas palavras e só. Abri o maps.me, onde tinha marcado o local do nosso hotel e fui acompanhando o trajeto que o nosso amigo estava fazendo. Chegamos no endereço indicado e nada do hotel. Eu comentava que o nome do hotel para o nosso amigo e ele indicava que sabia onde era, mas eu tinha visto o endereço e era aquele que estávamos. Decidimos voltar para o centro da cidade, e no meio do caminho pedíamos para o nosso amigo parando para vermos os preços de hotéis no caminho. Todos estavam lotados (era dia 30 de Dezembro de 2015). Continuamos indo para o centro e do nada estávamos na frente do hotel que procurávamos. Nosso amigo do tuk-tuk apontou e falou o nome do hotel com um sorriso. Demos risada, pois ele sabia onde era o hotel e eu insistia que não era para aquele lado, coisas da falta de comunicação. Chegamos no hotel, que estava um pouco abandonado pelo dono francês (que era bem arrogante). Descobrimos que a cidade teve um grande influência de franceses devido a colonização. Havia muitos franceses lá. Até conseguimos comprar pão francês (no estilo baguete, coisa de francês, né?). De tanto que “conversamos” com o nosso amigo do tuk-tuk meio que fizemos um acordo com ele de vir nos buscar toda a manhã para nos levar até uma praia (o hotel era bem afastado). Foi a melhor coisa que fizemos. Apelidamos ele de Tomorrow, pois era a única palavra que ele falava sempre que se despedia de nós no hotel, meio que dizendo: “Tomorrow?” como “Amanhã no mesmo horário?”. Até hoje damos risada do Tomorrow. As praias do sul do Camboja não são muito exploradas, aliás a grande maioria dos turistas só vão para Siem Reap, e só. Nós iriamos cruzar por terra para o Vietnã, então inserir as praias do sul seria legal. As praias são bonitas e na grande maioria desertas. Existe uma rede hoteleira pesada, mas não no nível da Tailândia.
Nosso primeiro dia já fomos em uma praia próxima para ver o pôr-do-Sol, que é incrível no Camboja, viu? O tom de laranja é hipnótico. A água estava bem quente, ficamos um bom tempo na água. Fomos jantar em um restaurante nas redondezas do “centrinho”, perto de um mercado grande. Os preços no Camboja estavam mais altos do que imaginávamos. Nosso orçamento continuava baixo, mesmo assim. A comida era boa. Voltamos algumas vezes para jantar nesse restaurante. Outro dia, fomos até a famosa Otres Beach, uma praia bem calma, mar quente e bastante sombra com as árvores plantadas. Como combinávamos com o Tomorrow nos levar de manhã e nos buscar só no fim do dia, íamos com comida e bebida. Compramos um isopor para levar essas coisas. O tempo nessa época tem ajudado bastante. Não pegamos nenhum dia de chuva e o calor continua forte.
Passamos a virada do ano aqui em Sihanoukville. Foi bem diferente. Como no dia seguinte já iríamos para o Vietnã, decidimos dar de presente para o Tomorrow o isopor (ele ficou faceiro pois tinham ainda duas latinhas de cerveja). E claro, ele nos levou numa praia para o momento da virada. Muita gente na beira mar, muitos jovens europeus tomando todas nos baldinhos, alguns veios e suas mulheres de programa (cena bizarra), todos aguardando o momento da virada. Os fogos foram muito bonitos. As pessoas que estavam ali compravam varetas e projetavam em direção ao mar, fazia um efeito bem bonito. Além dos fogos, aqui eles tem a tradição de soltar balões em formato de tubo (sabe aqueles do filme A Praia, que eles soltam? Então, esses.) Compramos um para soltar e foi muito legal. O céu fica cheio deles, é lindo. Estávamos bem felizes com o novo ano que estava se abrindo. Fizemos nossos votos e agradecemos muito o ano de 2015, que para nós foi um ano mais que especial. Fim da festa, voltamos cedo para o hotel, porém dessa vez o Tomorrow não apareceu (hahaha, já imaginávamos), tivemos que pegar um outro tuk-tuk. Acordamos cedo e fomos de táxi fretado para nós quatro até a fronteira com o Vietnã.

Nos despedimos desse pequeno país, o Camboja. Ficamos encantados com a magnitude dos seus templos e suas praias. Era hora de ir para frente, conhecer mais um país. Era hora do Vietnã. Ao Camboja, seremos gratos pelas surpresas que eles nos mostrou. Começar o ano de 2016 aqui foi especial.

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Postado por Leonardo Joucowski

Um cara do bem, que se esforça para escrever algo legal. Casado com a Dani e em estado de inquietude eterna.

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